quarta-feira, 4 de março de 2015

NOVO ARQUETIPO


O PAPEL DAS IMPERFEIÇÕES DA COMUNICAÇÃO COMO FORMA DE MANUTENÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE DOMÍNIO, COMO RESULTADO DO PERÍODO ANTERIOR AO ACESSO EM MASSA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, GERANDO A NECESSIDADE DE EXPANSÃO DE MÉTODOS E COERÊNCIA DE FALA E GESTOS CRIANDO NOVOS HÁBITOS E REMETENDO A EXCLUSÃO DE PRÁTICA NOCIVAS, TÓXICAS E DUVIDOSAS.

Tudo que gera incerteza e dúvida ou é novo ou é mentira, de uma forma ou de outra, é necessário despertar aos métodos introduzidos no processo de crescimento que servem de instrumentos de segurança do bem estar, que estão associados a imperfeições de comunicação com o objeto de evitar o estabelecimento de elos e vínculos com situações duvidosas ou enganosas, e que, infelizmente, levam a vala comum as situações benéficas e novas porque desconhecidas.

O que quero dizer com isto, o quadro atual é o de muito medo do novo, ante o enfrentamento de situações extremas que dizem respeito a saída do estado de segurança ou estagnação sob o falso argumento de comunicação de que as coisas como sempre no futuro se estabilizarão, e, aos que estão na linha de frente via de regra a atitude de enfrentamento remete ao arrependimento em razão de exprimir oposição a práticas de outrem cujos efeitos duvidosos nunca são conhecidos, e, o que é pior, o espectro do mal, resultado das más virtudes é desconhecido, razão pela qual podendo evitar conflito se evita.

Ou seja, o povo brasileiro, atônito com tanto desgoverno, mas com fundado temor de sobrar para o lado mais fraco da corda, corre o risco de fazer perder oportunidade única de fazer por ingressar na história seu legítimo descontentamento e necessidade de mudança frente aos desmandos e descontrole ao trato da coisa pública.

O problema é que o cenário internacional, que investiu aguardando bom uso do dinheiro confiado, não perdoará tal mazela remetendo o Brasil a cenário do endereço duvidoso aos investimentos, e, com isto a sobrevivência interna associada as negociações externas se deteriorará.

É como a dona de casa de que tem o controle absoluto de sua rotina diária, mas que sua rotina depende do emprego do marido, sua real condição de desempenho e consequente poder de compra decorrente do salário recebido.

No momento em que esta cadeia se quebra gera o desequilíbrio das relações domésticas, e, por conseguinte, na soma das desequilibradas relações domésticas, o desequilíbrio das relações sociais.

O tecido social em camadas, leva ao conceito de relações que, para efeitos de sobrevivência, os baixos cleros, tenham que manter níveis de comunicações deturpados, de modo que, não se entendam, não se unam, não se unindo não criam necessidades comuns, de modo a fragilizar relações legítimas, criando a possibilidade de geração de níveis clericais sobrepostos, havidos de detectar necessidades comuns e dominá-las isoladamente, quase como deuses ou salvadores da Pátria.

O atual quadro social é diferente em tudo dos quadros gerais sociais que as gerações se encarregaram de gerar este vício de arquétipo, ou seja, a sociedade que diz quando está bem, que na verdade não está, não confie em ninguém porque pode estar te enganando, nada mais é que fruto de conhecimento isolado.

Na história o conhecimento relegado a pequenos grupos, estabeleceu a necessidade de criar meios de evitar que as verdades fossem reveladas, porque desmitificaria a necessidade de manter lideranças que não estivessem de acordo com os interesses comuns; quando os meios de comunicação social quebram o primeiro paradigma, o acesso a comunicação e verdades passaram a ser conhecidas, o arquétipo decorrente do comodismo da manutenção de líderes desprovidos de senso comum necessita ser quebrado, o que leva um pouco mais de tempo.

Ou seja, com o desenvolvimento, o que a esquerda prenunciava da necessidade de conhecimento comum para sair do julgo da direita era verdadeiro, entra a esquerda e permanece o julgo, o que remeteria a pergunta, por que?

O motivo está ligado ao fato de que a transformação de hábitos decorrente do acesso ao conhecimento é mais morosa, porém natural e lógico, porque ninguém vive da mesma forma depois do acesso ao conhecimento e a questão da retomada de políticas comuns e quebra do arquétipo de isolamento aos baixos cleros é fruto tão evidente quanto o fogo se tornou necessário ao uso comum aos homens das cavernas.

Os passos que se avizinham como começar a caminhar, levam a necessidade de consciência de que cairemos, tombaremos, criaremos galos na testa, mas como fruto inexorável e de marca indelével seguirá o homem sapiens de pé como a história segue seu curso

Fui a um posto de saúde hoje, e, ao ver na tv a venda de imóvel apreendido no valor de cento e poucos milhões comentei, que havia quatro piscinas no imóvel, e, a senhora com criança no lado comentou que não deveria haver gente no Brasil com este dinheiro e que daria para realizar diversas unidades imobiliárias populares com este dinheiro.

Não invalido a lógica diante das informações que foram acessíveis a esta senhora que sintetiza o sentimento comum quanto a matéria; todavia, ilustra exatamente o objetivo destas linhas, ou seja, o acesso a círculos de informações de dinheiro, como em níveis clericais geram falsas ideias dos níveis de dinheiro existentes no Brasil, e, as reais necessidades do emprego para tais recursos.

Precisamos acesso a informações da quantidade de dinheiro, a forma como este dinheiro vai ser empregado e como será útil a população, única forma de tornar modificado o quadro de gerências dos recursos particulares destinados a formação dos recursos públicos, só com estas medidas, e, face aos modos de aplicação que a ciência hoje dispõe as economias geradas irão muito além do que o Senhor Levy pretende, não precisa de muita inteligência, o que precisa é não endeusar uma besta quadrada que não usa ciência para aplicar a sua lógica.

Com o uso de ciência em grau de conhecimento comum e não só ciência acessada como aplicada e gerida por domínio maior dos entes de fiscalização e controle da sociedade, como do restante da sociedade, por meios de gestão eletrônica de despesa, é que modificaremos o quadro de crise que se avizinha, para livres da tempestade, usufruirmos dos bons tempos que todos temos direito!!!

Brasil, 04  de março de 2015


HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO

OAB SC 7487 DF 36606 OAPT 53040C

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