O PAPEL DAS IMPERFEIÇÕES DA COMUNICAÇÃO COMO FORMA DE
MANUTENÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE DOMÍNIO, COMO RESULTADO DO PERÍODO ANTERIOR AO
ACESSO EM MASSA DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, GERANDO A NECESSIDADE DE
EXPANSÃO DE MÉTODOS E COERÊNCIA DE FALA E GESTOS CRIANDO NOVOS HÁBITOS E
REMETENDO A EXCLUSÃO DE PRÁTICA NOCIVAS, TÓXICAS E DUVIDOSAS.
Tudo que gera incerteza e dúvida ou é novo ou é mentira, de
uma forma ou de outra, é necessário despertar aos métodos introduzidos no
processo de crescimento que servem de instrumentos de segurança do bem estar,
que estão associados a imperfeições de comunicação com o objeto de evitar o
estabelecimento de elos e vínculos com situações duvidosas ou enganosas, e que,
infelizmente, levam a vala comum as situações benéficas e novas porque
desconhecidas.
O que quero dizer com isto, o quadro atual é o de muito medo
do novo, ante o enfrentamento de situações extremas que dizem respeito a saída
do estado de segurança ou estagnação sob o falso argumento de comunicação de
que as coisas como sempre no futuro se estabilizarão, e, aos que estão na linha
de frente via de regra a atitude de enfrentamento remete ao arrependimento em
razão de exprimir oposição a práticas de outrem cujos efeitos duvidosos nunca são
conhecidos, e, o que é pior, o espectro do mal, resultado das más virtudes é
desconhecido, razão pela qual podendo evitar conflito se evita.
Ou seja, o povo brasileiro, atônito com tanto desgoverno, mas
com fundado temor de sobrar para o lado mais fraco da corda, corre o risco de
fazer perder oportunidade única de fazer por ingressar na história seu legítimo
descontentamento e necessidade de mudança frente aos desmandos e descontrole ao
trato da coisa pública.
O problema é que o cenário internacional, que investiu
aguardando bom uso do dinheiro confiado, não perdoará tal mazela remetendo o
Brasil a cenário do endereço duvidoso aos investimentos, e, com isto a sobrevivência
interna associada as negociações externas se deteriorará.
É como a dona de casa de que tem o controle absoluto de sua
rotina diária, mas que sua rotina depende do emprego do marido, sua real condição
de desempenho e consequente poder de compra decorrente do salário recebido.
No momento em que esta cadeia se quebra gera o desequilíbrio
das relações domésticas, e, por conseguinte, na soma das desequilibradas relações
domésticas, o desequilíbrio das relações sociais.
O tecido social em camadas, leva ao conceito de relações que,
para efeitos de sobrevivência, os baixos cleros, tenham que manter níveis de
comunicações deturpados, de modo que, não se entendam, não se unam, não se
unindo não criam necessidades comuns, de modo a fragilizar relações legítimas,
criando a possibilidade de geração de níveis clericais sobrepostos, havidos de
detectar necessidades comuns e dominá-las isoladamente, quase como deuses ou
salvadores da Pátria.
O atual quadro social é diferente em tudo dos quadros gerais
sociais que as gerações se encarregaram de gerar este vício de arquétipo, ou
seja, a sociedade que diz quando está bem, que na verdade não está, não confie
em ninguém porque pode estar te enganando, nada mais é que fruto de
conhecimento isolado.
Na história o conhecimento relegado a pequenos grupos,
estabeleceu a necessidade de criar meios de evitar que as verdades fossem
reveladas, porque desmitificaria a necessidade de manter lideranças que não
estivessem de acordo com os interesses comuns; quando os meios de comunicação
social quebram o primeiro paradigma, o acesso a comunicação e verdades passaram
a ser conhecidas, o arquétipo decorrente do comodismo da manutenção de líderes
desprovidos de senso comum necessita ser quebrado, o que leva um pouco mais de
tempo.
Ou seja, com o desenvolvimento, o que a esquerda prenunciava
da necessidade de conhecimento comum para sair do julgo da direita era
verdadeiro, entra a esquerda e permanece o julgo, o que remeteria a pergunta,
por que?
O motivo está ligado ao fato de que a transformação de hábitos
decorrente do acesso ao conhecimento é mais morosa, porém natural e lógico,
porque ninguém vive da mesma forma depois do acesso ao conhecimento e a questão
da retomada de políticas comuns e quebra do arquétipo de isolamento aos baixos
cleros é fruto tão evidente quanto o fogo se tornou necessário ao uso comum aos
homens das cavernas.
Os passos que se avizinham como começar a caminhar, levam a
necessidade de consciência de que cairemos, tombaremos, criaremos galos na
testa, mas como fruto inexorável e de marca indelével seguirá o homem sapiens
de pé como a história segue seu curso
Fui a um posto de saúde hoje, e, ao ver na tv a venda de imóvel
apreendido no valor de cento e poucos milhões comentei, que havia quatro piscinas
no imóvel, e, a senhora com criança no lado comentou que não deveria haver
gente no Brasil com este dinheiro e que daria para realizar diversas unidades
imobiliárias populares com este dinheiro.
Não invalido a lógica diante das informações que foram acessíveis
a esta senhora que sintetiza o sentimento comum quanto a matéria; todavia,
ilustra exatamente o objetivo destas linhas, ou seja, o acesso a círculos de informações
de dinheiro, como em níveis clericais geram falsas ideias dos níveis de
dinheiro existentes no Brasil, e, as reais necessidades do emprego para tais
recursos.
Precisamos acesso a informações da quantidade de dinheiro, a
forma como este dinheiro vai ser empregado e como será útil a população, única
forma de tornar modificado o quadro de gerências dos recursos particulares
destinados a formação dos recursos públicos, só com estas medidas, e, face aos
modos de aplicação que a ciência hoje dispõe as economias geradas irão muito além
do que o Senhor Levy pretende, não precisa de muita inteligência, o que precisa
é não endeusar uma besta quadrada que não usa ciência para aplicar a sua lógica.
Com o uso de ciência em grau de conhecimento comum e não só
ciência acessada como aplicada e gerida por domínio maior dos entes de fiscalização
e controle da sociedade, como do restante da sociedade, por meios de gestão
eletrônica de despesa, é que modificaremos o quadro de crise que se avizinha,
para livres da tempestade, usufruirmos dos bons tempos que todos temos
direito!!!
Brasil,
04 de março de 2015

HÉLIO BARRETO DOS SANTOS FILHO
OAB SC 7487 DF 36606 OAPT 53040C
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